domingo, 11 de dezembro de 2011

"Quão bobas"


Choram com facilidade
Procuram um sentido para explicar sua sensibilidade
Com planos e metas para o futuro, tudo em um segundo

O mesmo ar, juntas, duas pessoas, uma só essência
Ardente, de modo a não preocuparem-se com a consciência

De fora, engraçados, de dentro, cegos
Em casos complicados, só vêem o bom lado
A mágica do momento e egos entrelaçados

Incrível como dali não se vê defeitos
Entregam-se, prontos ao "para sempre"
ilusão, mas só vêem depois da decepção.





domingo, 13 de novembro de 2011

“Entrar no gráfico”




Um povo diferente
Um universo novo
“Brasil, meu Brasil brasileiro”

Gente batalhadora,
A cada dia um grande obstáculo
A linha da pobreza a se ultrapassar
Os sonhos a se regar

Esperança e perseverança
Uma nação que alcança
Não descansa

Como uma criança
Com brilho nos olhos
Pronta para um futuro misterioso
Para o auge milagroso

Essa força, essa garra, essa luta
A diferença em meio ao desespero
Mas com tempero

Ah...vai sim degustar
E enfim se tornar
Ponto alto dos níveis, sonhar...
Um lugar bom para se orgulhar e ter como lar

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Tão imperfeita"



Lágrimas a derramar
ela realmente parece se importar
olhos brilhando e o todo a sufocando

A vida é injusta, porém astuta
Ela viajou o mundo, conheceu humores e horrores
agora, parada junto a sua história
fica apenas a imaginar o que pode a aguardar

Em um relance de segundos
Em um piscar de olhos
é dependente, é aparente, é frágil!

pobre menina
grande mulher
faltava apenas isso
e o prescrito estava a falhar

a independente bonitona
vira então
a pequena foliona

Anda,
rumo ao horizonte
ao caminho defronte

mas com lugar para dois

veja ali seu grande defeito
ela se preocupa muito com o que vêm depois.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

"Inspiração; quanto? Um trilhão"

Poetas mortos
com eles a esperança renasce todos os dias
Poetas vivos
com os quais se partilha sinfonias

Natureza exuberante, olhamos com "olhos de ressaca"
Como é bom contemplar
Até se basear e viajar; amar e chorar

Grandes exemplos, grandes lutas
A diferença transcrita em rimas
A realidade com identidade

Mais que um cartão postal
"quero é uma realidade inventada"
amarguras contadas
como se os tivéssemos íntimos
descobrimos seus segredos


Dali sentimos suas glórias
e que histórias
simplicidade amorosa
e "sem lenço, sem documento"
conseguimos sentir seus anseios
"eu vou, por que não"


Seguindo em frente
jogamos para o ar
devaneios idelizadares
que poderão ser grandes motores
afinal de contas "o tempo não para"

e Sartre ensina: "o homem deve ser inventado a cada dia"
que alegria!



quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"Corpo & Alma"


Em tempos de pressão um simples arranhão; vira erupção
Ainda assim é fácil atingir ampla inspiração
Um toque aveludado, logo; um sorriso desabrochado

A impressão de que vários olhos estão voltados para você
às vezes em um surto precisa da aprovação alheia
Quando na verdade é você quem semeia

Mas no palco da vida as palmas vêm de nós mesmos
Quem distingue se são vitórias ou fracassos
Se são beijos ou abraços 
Se tem grande valor 
Foi conquistado com esforço
ou um se foi mais um esboço

Nós, agentes ativos e passivos 
Passado, presente e futuro
Determinados por um tímido calado
Um servo amarrado o Corpo manipulado 

Assim, a mente que vêm com coração 
Age com grande percepção
E no final sua alma é quem tem razão

Calma e tranquila
chega e aniquila
dúvidas e dádivas traidoras
dessa força motora

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"Que cidade maravilhosa!"


Fria, chuvosa ou com neblina
isso tudo logo cedo
Durante a manhã sol estonteante
No almoço chega ao auge, quente!
Tarde amena, combina com o poema
Quando chega ao seu final
prepare o guarda-chuva
Noite fria, com direito a luva

Aqui, todos os dias as 4 estações
você presencia!

Pessoas maravilhosas, reservadas
porém bem colocadas
Conversam como ninguém
muito articuladas, mas com receios
assim chegam ao assunto sem muitos rodeios

Prédios magníficos
transpiram sua história por si próprios
Bares com identidades diferentes
reunidos em um lugar esplendoroso
Feiras com cultura voando
Dá para sentir o cheiro do pinhão gostoso
Não esqueçamos da carne de onça
típica e com tempero cheiroso

o Jardim mais belo
o Museu com grande olho característico
é ecológica e com Araucárias
seus parques são fundos de histórias

Com toda clareza 
descrevendo minha Curitiba
É bonita por natureza, mas que beleza!

domingo, 9 de outubro de 2011

"Only love"

Agora o simples é esplêndido
segundos alongados e beijos roubados
quando dois tornam-se um
Repentino, como num zoom

Toque suave, vespertino
o Universo muda
nesse doce desatino
eu fico a míngua
refém de tudo isso, sem ação
a merce do melhor que podia ter

Vida predita por um ser Poderoso
Como sentir a brisa suave me tocar
sem poder controlar, apenas aproveitar
e recíproca sigo,  only love


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

"A decisão"

No fundo todos sabem
Frustram-se, pesquisam
Rodam, dão voltas mas sempre caem
Algo que com o tempo chega
Quem almeja, sonha e busca
Escolhe e acolhe
Planeja e batalha
às vezes até falha
Mas quando tiver que decidir
pode até sorrir, tentar fugir
mesmo assim vai ficar ali
Naquilo que sempre sonhou conseguir

sábado, 10 de setembro de 2011

"Ele vs Aquele"



Ele olha no fundo de sua alma, Aquele se contenta com seu corpo
Ele entende sem ela falar, Aquele critica sem pensar
Ele liga sem esbravejar e ama a ela escutar
Aquele espera ela o procurar e ainda quer fazê-la mudar
Ele tem o dom de proporcionar alegria conjunta
Aquele prefere os amigos e nem responde sua pergunta
Ele sente-se bem quando está com ela e zela pela sua companhia
Aquele prefere expô-la como um prêmio, mais uma mercadoria
Ele quer amor, Aquele quer sexo
Ele tem equilíbrio e determinação, Aquele é mais um homem com tesão
Ele reflete e acha o melhor para os dois, para Aquele ela vem depois
Ele sabe seus segredos, Aquele não sabe nem seus medos
Ele ama, Aquele quer cama, Ele tem uma dama, Aquele uma ama
Ele tem uma mulher a quem respeita
Aquele tem mais uma com quem se deita
Ele a merece, Aquele... quem?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

"Os Antolhos"










Que tal olhar para o lado, difícil
nunca vai tirar os antolhos
a realidade é cruel
fingir é fácil

Morte, fome, desigualdade
não exitem, o noticíario mente

Sinto que o dia é quente
o ar é poluido
mas nem ligo
afinal meu futuro já está garantido

Egoísmo, só isso
ninguém se importa
é submisso
fingem fingem fingem

O mundo vai acabar
para que ironizar?

Vai fazer você pensar e por fim...
PARAR?


sábado, 25 de junho de 2011

"Com Ares de Fascinação"

Quando se exige algo que não pode dar
Quando os problemas não transparecem
mas a dificuldade é tanta, as lutas diárias
contra o meio e você não consegue engolir
não passa na garganta, tem que ser assim:
Falar? Não pode. Recusar? Jamais.
Pensar? NUNCA!

É incrível, tudo tão fútil e passageiro
momentâneo, só a memória guarda
o corpo suspira com ares de fascinação
Quando é o que é, isso sim trás espanto
Mentir, aqui já é normal, vem junto com
o rancor nosso de cada dia!

Isso me enoja, todos parecem ratos em volta da carniça
inútil, comprada direto dos USA só para mim.
Enfim, que confuso, como dizia o eterno poeta:
“Porque que a gente é assim?”

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"Esse Sim"






Perguntas, perguntas, perguntas
difusão delas no ar
reflexo de um pensamento adverso

desapontamento, indecisão, frustração
decepção, relento e indignação
paira um sentimento do poderia
remói corpo e alma, mente e coração
talvez se eu tivesse, o que aconteceria

o “se eu tivesse” não da-te a vaga
não assegura-te a casa
não mostra-te o caminho
não acrescenta-te a experiência
o “se eu tivesse” não existe
já foi, acabou, evaporou, solidificou
ou liquido se fez, mas não modificou

por isso temos o agora
um caminho alegre ou triste
totalmente inconstante
vem amores, vão amigos
vem rancores, ficam perigos

vida, traçada, colocada, objetivada
está aí, dia à dia, noite à noite
o “se eu tivesse” não existe
o hoje, esse sim existe.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Manuella'Pires

Solicita, explicita.
Sincera, combino com a primavera.
Amável, deplorável.
Amiga, mas às vezes pior que contar ligações sigma.
Divertida, um pouco pervertida.
Dividida, mas ciente das escolhas da vida.
Musical, prefiro ser cultural.
Modesta, mas ligada a uma festa.
Gentil, bastante sutil.
Gosto de escrever devaneios e
vou finalizando sem muitos rodeios.

sábado, 30 de abril de 2011

"Juro que escrevo"

Só deixar fluir, momentos para refletir
é difícil e em déficit com background musical
Resta-me escrever para o nada
fones e olho na estrada

Objetivos traçados, tarefas concluídas
mas sem amor o dia acada em bebidas

frio e vazio
distante e constante
bate um órgão dentro do peito
a procura de um par perfeito

seleção, confusão, inquietação
e acredito acabar em uma redação

pensamento pessimista e simplista
nesses assuntos talvez meu alterego desista

incertezas no ar e alegrias para recordar
independência ou solidão
pense o que quiser

marcas que vem com a idade
mesmo assim tenho criatividade
tem algum jeito, sempre tem
quando eu descobrir, juro que escrevo
e no final ainda deixo um beijo

domingo, 17 de abril de 2011

"Mais um história de bobão"



Música de violão, acústico saindo
lanchonete cantando com um amigo
aquela era pra mim
assim começou
o tempo passou

agora dividimos o mesmo chão
fico pensando, matutando, calculando
e nós acabamos almoçando
paredes corroídas e garçonete bem vivida
comida caseira
parece besteira
exercícios e uma brincadeira

é mas parece não se importar
acabo por parar, olhar, aconchegar, abraçar

Música e uma velha sensação
Amanhã, vai acontecer
não me pergunte o que
posso me aborrecer

segunda-feira, 11 de abril de 2011

"shit, vazio"


Não quero mais procurar
pode simplesmente me dar?
Não vou me importar
que sufoco, é um grande teste de resistência
aja paciência, como faço para esse momento passar?
Basta sonhar, almejar ou pestanejar?
Não sei, desabei, desestruturei, cansei
mesmo assim não parei

Para que fazer essa música tocar
não posso fazer acabar
quanto não
não isso
não aquilo
deve ser por isso, achei o motivo

Fazer o quê?
Comer? Beber? Prever?
Não sei, me apaixonei, amei, chorei
mesmo assim perguntei.

E agora?
Sei lá, demora
mesmo assim não quero esmolas
ou é por inteiro, ou nada feito
Resta esperar, olhar, escutar e tentar
O que se sucede depois?
Algo bom, de bom tom, tomara
a vida não para
sim, um lugar do lado ocupado
sim, ficou mal acabado
sem clichês, shit!

"Monótono, pacato, aceito, desfeito"

Sem ato, segundos, até anos
passando tanto tempo
ficando assim sem sentir o vento
amor, não tem
calor, nem por um vintém

O frio na barriga, jamais
aquilo, para ela, era pedir de mais
bloqueio, sorteio, tanto faz, para ela não importa
Sorriso de consolação, mais um dia que fecha a porta

Como tudo aquilo era ruim
ela preferia não ter um rim
ter só o que comemorar, tim-tim

O dia da decisão, que coragem
sem o carro na garagem, alegria
uma separação sem emoção
ele não estava mais no seu coração
ali só cabia a razão

Que bom, sem bombom, uma reconstrução
a mulher de volta, a mãe sem revolta
nada a abala de novo
experiência, paciência, a licão do dia
como aquela mulher sorria

Ela finalmente sentia
animada corria, vivia
daquele rosto algumas lágrimas ainda caiam
mas não por ele
era por ela
era a tempestade passando
o dia clareando
uma vida se renovando.

domingo, 27 de março de 2011

"Um time"

Sente que tem algo a fazer, estudos ou um momento de lazer
Mesmo assim é difícil, a falta de vontade impede e você se despede
Porque tudo tem que ser assim? Porque não tenho você só pra mim?
Tempo, tempo, tempo, tudo cronometrado
Não posso simplesmente jogar os pés pro ar ou então voar?
Não. A vida exigiu-me tarefas, responsabilidades, calamidades
Blá Blá Blá
Cansei, então, parei
Saber e ter que fazer é diferente de querer
Posso olhar pro lado, passar horas com o corpo escorado
Vibrar de emoção com o refrão
Amar a cor ou até a dor
Administração, organização, burocratização, simplesmente amontoação
Importante, sim. Desconcertante, também. Entediante, quase sempre.
É necessário, precário e me dá um salário.
Continuarei com meus dias de meditação sem muita preocupação
Atrasarei-me um pouco, mas não agüento todo esse sufoco
Gosto de falar, escutar, brincar, brindar, dançar e até me espreguiçar
Assim as coisas às vezes ficam para o ultimo segundo, mas lá no fundo
Tudo foi feito para o bem do meu mundo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

"Eterno Aprendizado"

Âmbitos diversos
pensamentos dispersos
Algo em mente a acrescentar
Vidas sempre a mudar

Caminhada longa e complicada
Resultados, a pessoa amada
Constante pressão
viver na imensidão
o desejo da sabedoria
formigação que cresce a cada dia

Que maravilha, o mundo e sua família
O pedaço do chão, as línguas de uma multidão

Não exite coisa certa
a dúvida desperta
se manifesta
rima boba
é eterna a festa

Descobertas em segundos
humanos, letras, números, mundos

Infinita gama de conceitos
satisfação, uma paixão
continua, grandes sujeitos
coragem, permissão própria, sem cópia
Novos horizontes, tempo e fontes.

É assim, nunca vai acabar
o que nos resta é atualizar.

terça-feira, 8 de março de 2011

"Instantâneo"

Momentos de delírio, chega de martírio
Pessoas, felicidade sem cumplicidade
Onda que contagia e só se vê orgia.

Ali lágrimas parecem não existir
juntos dançando, só querem se divertir.

O que vem depois não importa
agindo todos soltos, você concorda
leves deixam o corpo, você acorda

Como se em cinco dias tudo fosse melhorar
mas minutos depois tudo vai desabar

é bom, diferente, inusitado
com tom, envolvente e fica marcado

Você decide a marca, temos três opções:
boa, igual ou ruim

Quase sempre a última se vigora
em poucos dias, é, não demora.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"Não vale à pena"

Os rostos amargos
cinzas e cigarros

Alucinante, delirante
depois de um tempo
Calmante, apaixonante
muda o temperamento

no final causa sofrimento, no fundo todos sabem
mas é difícil refletir, agir, no mundo não reagem

como se vivessem uma realidade alternativa
não percebem a falsidade evasiva

reconhecer seu verdadeiro eu é complicado
mas a vitória é maior se não estiver dopado.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"Assim, pra mim"

porque esse medo
insegurança derrepente
não são coisas que se consegue com parente

vontade de mais
tristeza no cais
é bom até de mais

assim fortalece
envelhece
amadurece

nesses campos afetivos sem certezas
mas o vazio incomoda
e a alma não se acomoda
ainda bem meu bem

porque preciso de um consolo, não sempre
mas basta estar presente
foi bom o jogo, passado, roubado
divertido, invertido e sem sentido.

"Primeiras impressões"

Horrível estar perto
uma lacuna em aberto
confiança, não existe
como isso é triste.

As intenções são boas
Mas e as pessoas

Tentam ser o que não são
falam e estendem uma mão
mas o olhar não traz a verdade
mesmo forçando tanta seriedade

Vamos continuar
porque de lá alguns ainda
podem se salvar
como é bom sonhar.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

"Quente"

Sem nenhum sentido
mais à procura de um abrigo
talvez uma conversa
ideia adversa

Espera-se algo gostoso
um dia apetitoso
uma noite diferente
de manhã será preciso um pente

Sem hora certa e lugar marcado
vai acontecer, depois nada acabado
Tem que ter uma união, calma
creio que é muito mais, é o encontro da alma

Independe da religião, são humanos,
precisam de outros que completam
mas pode ser amanhã ou daqui uns anos.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Madrugadas"

vida de experiências
sonhos e vivências

sem todo conteúdo
impossível de se formar o escudo
mundo rude e cruel
pior que um quarto de motel

temos que aprender
em todos os aspectos responder
cada situação,
muita emoção

é o segredo para felicidade
arriscar sem pensar em fidelidade

às vezes é melhor parar
refletir e andar

o caminho se abre
e o objetivo se descobre.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"Violão"

(Soneto Parnasiano - produzido dia 29/11/2010)

De canto recostado podia vê-lo
A cor negra, obscura, um dia tê-lo
Cordas douradas, muito reluzentes
Adesivos de estrelas florescentes

Todas seis em sincronia perfeita
Um laço vermelho nele enfeita
Tarrachas combinado com cordas
Traçado amarelo nas bordas

Assim um buraco negro no centro
Como se na escuridão brilhasse
As ondas juntas lá saiam de dentro

Os riscos mostravam toda a idade
Suas curvas são bem deleniadas
Aquele violão é lindo, verdade.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

"Como é bom"

Sinta, olhe, fale, viaje,
escute, toque, beije, segure,
almeje, induza, produza, provoque, desfoque,
amasse, contagie, socialize, armazene, envenene,
solte e volte.

Sorria, como diria
um amor acontece em um dia

Expresse, o tempo vai embora,
então curta a aurora.

durma, sonhe
deseje, faça.

Use, você pode e deve, abuse.
O máximo com clássico.

Diário do acaso, arriscado, aproveitado e amado,
não é fantasia
sem demasia

Ar puro, fragmentado, gelado e paralisado.
Acabou, espera-se novamente.
Volta, calma
tudo é consequente.

"Sangue igual"

Tem a união, um abraço, o aconchego e até um kg de feijão
critícas, fofocas, olhares e fiascos, talheres e churrascos.

Um sentimento cativado desde a infância
pessoas prontas para ajudar, mesmo assim
confessa-se, algumas vezes temos ância

Colocam pressão
você precisa de uma profissão

O aperto nas bochechas
jogos com cartas
uma árvore com ameixas

Culpa ao saber que vamos largar
sim, pois teremos que viajar, nos mudar
lei da vida, fazemos o ciclo continuar
temos que andar.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"Ruim de escutar"

nanananananananana
na na na é o diabo (:
porque imitar
às vezes parece retardado

as palavras a usar
tática para ganhar

massificação, como é bom te ver na televisão

imensamente fácil te enganar, devia acordar
sugestões no ar, um beijo pra terminar.

"Magnetismo"

o que se passa
energias
sons
sorrisos
poesias

sem rimas mesmo
deixar claro como tudo atrai
em segundos você se distrai

sem perceber tudo acontece
bom ou ruim no final emudece
quando se vê, esmo

o que? onde? quando? como? quem? por que?

você sente passar e de novo você volta a se fascinar.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"Acorda"

sempre há uma solução, perder o sono e tocar violão
objetivo, meta, linha reta, pressão, ação, tempo contado e sorriso forçado
desgraça, farsa

com esforço, desporto e elegância sem ganância faço
o avesso do errado e assim sentimos ao lado o efeito retardado
se alienação e consumismo barato faz você parecer descolado
desculpe-me prefiro as chatices de um homem sem crendices
usando o óculos, a mente, a gente e bem informado.

"Difuso"

Sim, acertou vem de confuso
como pode, sem razão, partir minha ilusão
Não, não está solto o parafuso

Pode até parecer simples, cauteloso.
Olhares, vícios, muito esperançoso,
e quanto chegamos enfim até lá
nem tchau posso ganhar.

Sem neura, desenvolta
mente solta, continuo a caminhar
e a luz a minha frente vejo irradiar.

"Hey"

Não quero isso para mim
Um suéter de cor carmim

Em você um pouco de cada coisa eu gosto
Por isso noites e noites muitas vezes eu posto

como é dificíl, complicado de entender
penso, penso e me da vontade de comer

uma rosa, uma palavra, uma prosa, uma escrava

peripécias adultas, frio na barriga, medo de vencer
por que perder é até divertido
é bom ver às lágrimas no vestido

irônia de graça
champagne na taça.

domingo, 16 de janeiro de 2011

"Busca"


Intensa, expansiva, infinita,
a imprensa e a vida bonita

Sensação de inutilidade
sempre é o caminho errado, por isso
vai lá, procura uma faculdade

Ideais e objetivos banais
pelos seres humanos perfeitos
esteriótipos e rótulos com defeitos
uma tarja no rosto de cada um

horas e auroras
dores e flores
amigos e castigos

experiências e consequências

Quando acaba?
Nunca. 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"Informação"

Fontes, amigos, dados
e casos contados.
Palestras, reuniões, televisão
ela vem concerteza com a comunicação.
Inesperada, amada, cançada
mas muitas vezes imaculada.
Ela agrada, desagrada e é sagrada.

Uma informação, outra informação
chegamos a conclusão. Que final bonito esse
não!?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

"Religião"

A procura do elo
existe realmente uma conexão
vi um lenço amarelo
pensei se seria um sinal para ação

continua vago e descrente
como a visita de um parente

não sei se é disso que nessecito
mas parece-me muito esquisito
ambos querem mostrar sua interpretação
de casa em casa, rádio e internet a televisão

para entender é difícil, é mais fácil aceitar, não?
Um livro, que repercução!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

"Memória fraca e um coração"

Dias contados a espera de acasos
momentos vividos, presenciados
amores e casos
melhor o esquecimento
porque o coração dói quando tento
pra passar é preciso o desapego
mas o que todos querem é aconchego

a felicidade vem assim
memória fraca e um coração
é o que preciso para um milhão

"Propaganda"

Influências, convivências
induzidos subliminarmete
conduzidos inconscientemente

Consumo exessivo
Esbanjo divertido

Não preciso disso para viver
consumir, consumir e morrer

meios juntos para o lucro
prefiro jogar truco

coisas para se pensar
com ela é bom de se gastar!

"Espera"

Anciosidade e calamidade
todos se movimentando
ônibus e carros parando

Semblantes inquietos
a criança e seus biscoitos prediletos

pressa, pressa, pressa
e mais nada interessa

todos querem voltar ao mesmo tempo
enquanto me divirto
com minhas palavras e meu pensamento

"Palavras ao vento"

Um caminho
Um ninho
me faz carinho

rimas e rimas
primas e primas

é fácil
é grácil

Um dia
Uma frente fria
você me traz alegria.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"Música"

Lembranças, risos, lágrimas e magia
sem cobranças.

Envolve o todo, a vida, a morte e até a sorte.


Sentimento bom ou ruim, mas com ela vou até o fim.
 

Sem ela não imagino viver
o ritmo e os sons 
que fazem meu corpo se mexer.

Embala o lugar, muda vidas
me faz viajar

de um jeito incrível faz tudo mudar.

É indescritível como me traz paz, amor e dor

junto com uma flor.

Acima de tudo me faz sonhar!

"Detalhes"

Tão pequenos, um gesto
talvez um ovo indigesto.
Aquela cor de destaque
a fala e todo o sotaque.

Delicadeza, gentileza e destreza!
Percepção, dedicação e coração!

Aí vem o resultado esperado
talvez inesperado

fazem a diferença mas é demorado.

"Senhor do Lado"

O olhar, traços da idade, sentado
Semblante sereno e direcionado

Fio por fio esbranquiçado

óculos pra ajudar
curiosidade pra acalmar
tem até um celular
carrancudo e um cochilo pra finalizar.

"Minha Visão"

Neblina pra fora
música de qualidade
e mais um pedágio
que vou vendo a flora.

Empolgação de bom tom
raios de sol e batom.

A estrada e sua divisa
mais um dia sentindo a brisa.

Ao redor verde dá pra notar com
um novo rumo em direção ao mar!